Energia

Eu sempre fui muito curioso quanto a psicologia humana. Não acho que eu me daria bem como psicólogo ou conseguiria entender melhor as pessoas caso estudasse sobre a mente delas, mas eu acho incrível como existe uma explicação lógica e científica para os detalhes nas caracteristicas que compõem cada um de nós. O que nos impulsiona a bocejarmos ao vermos os outros bocejando? Porque gostamos de sentir medo em filmes de terror? Por que razão rimos involuntariamente quando escutamos algo engraçado?

Os estímulos externos influenciam demais em como nos sentimos e agimos, mas por outro lado, nossos pensamentos e anseios influenciam em como recebemos esses estímulos que vem de fora; e apesar de sempre utilizarmos em nossas alegorias dramáticas o coração como símbolo de emoções intensas, a realidade é que, prioritariamente, elas são “fábricadas” devido à trasmição de informação entre uma parte e outra do cérebro. Portanto, todas as suas lembranças, temores e alegrias, e até mesmo a dor física, não passam de impulsos elétricos perambulando por neurônios: mecânico e vulgar, nada mais!
O mais interessante é o fato que até quem você ama é também um amontoado de circuitos, como um computador, e ainda assim é mais importante para você que outras pessoas, mesmo sendo vulgar e previsível da mesma forma.
Ainda assim, mesmo sendo tão “robóticos”, somos capazes de criar idéias originais e as artes, que são estritamente vinculadas à criatividade e às sensações individuais.
Apesar de tudo isso ser extraordinário, não é nada disso que me deixa cada vez mais curioso. O que sempre me pergunto é sobre como “impulsos elétricos” podem parecer tão reais? Como algo tão abstrato, como scripts binários na computação, se transforma em algo tão concreto que parece palpável? A maior parte do que pensamos, então, é apenas o resultado de uma reação ilusória proveniente de nossos instintos? E além de tudo isso, como ainda ousamos nos sentirmos melhores que outros seres, e até uns que os outros, se somos todos uma partícula da mesma energia, como qualquer matéria?
Estou apenas refletindo sobre a idéia de que coisas vulgares se tornam complicadas, e coisas complexas e incompreensíveis são, se analisarmos, muito prosaicas. Não há moral neste texto, nem mensagem alguma – ele é simplesmente mecânico!

Por: Gabo.

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~ por GabMarks em 12 de janeiro de 2012.

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