Zero

…talvez minha maior falha esteja em não entregar o coração para nada além daquilo que amo, por mais paradoxal que isso possa parecer; não mais que apenas um indivíduo poderá possuir aquilo que pulsa dentro de mim, mas ainda assim o chão permanece cedendo sob meus pés. Portanto, me vejo obrigado a memorizar meu nome, e não ter medo de encontrar-me vagando livremente, desprendido da gravidade, dentro da minha consciência; pois os momentos em que percebo que não há consolação para minhas batalhas perdidas são os instantes em que acho em mim mesmo o amigo que conforta, através da infeliz resignação.
A vantagem de permanecer no zero absoluto é não depender do dia para agraciar-me com aquilo do que a noite me priva. Congelando, aqui, jamais poderei perder calor o bastante para sentir-me desfalcado: resistirei apenas com o necessário para respirar.
No final, não importam frases ou teorias, pois elas sempre tentam persuadir alguém sobre uma idéia, e isso é desnecessário! Não estou no que faço, afinal, – estou no que acredito! – e continuarei acreditando, mesmo que eu seja o único sobrevivente de uma pandemia.
Portanto, atualmente, me sinto o mais apaixonado que eu seria, um dia, capaz de sentir-me: sem esperar que as muralhas derretam; sem buscar nenhum tesouro além do branco eterno que conserva-se, mudo, em meu peito.
Encontrei a receita para felicidade. Possuo a fonte da juventude…

Por: Gabo.

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~ por GabMarks em 20 de janeiro de 2012.

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