O Medo

  É comum acreditar que o medo é sinal de incapacidade ou até mesmo covardia. Para muitos o ato de admitir que se sente amedrontado é visto como fraqueza e inabilidade de lidar com as emoções. Isso faz com que, algumas vezes, tentemos esconder o fato de estarmos assustados afim de demonstrar força e irredutibilidade diante dos problemas. Em algumas culturas, parecer destemido é uma forma de mostrar virilidade e autoafirmar-se. A coragem, no senso comum, define não só o potencial de alguém, como também a forma com que as outras pessoas o verão, deixando de ser uma virtude e tornando-se status social.
Dificilmente lembramos que medo é uma reação fisiológica provocada por estímulos físicos ou psíquicos, cuja finalidade é proteger-nos de ameaças. Portanto o receio, o medo e até o pavor são o veículo que utilizamos para nos preservar: sem eles não poderíamos ser prudentes e, assim, acabaríamos nos arriscando deliberadamente em ocasiões onde a cautela garantiria melhores resultados no final.
Não devemos nos sentir inferiores por sentir medo, muito menos por assumí-lo – todos o sentem! Portanto a coragem está em permitir-se a sentí-lo e não se envergonhar por mostrá-lo. Os bons guerreiros não são aqueles que enfrentam os desafios sem temer, são aqueles capazes de admitir seus medos, utilizá-los a seu favor e alcançar seu objetivo sem deixar-se imobilizar por eles.

Por: Gabo.

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~ por GabMarks em 25 de janeiro de 2012.

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