Discriminação, ética e homofobia

•4 de março de 2012 • 3 Comentários

Eu lembro que há alguns anos, durante uma aula de Psicologia no ensino médio, a professora havia iniciado um debate sobre a discriminação. Esse era um assunto de interesse de todos, portanto os argumentos e troca de idéias foram aparecendo naturalmente ao longo da discussão. Em determinado momento, a conversa enfatizou-se no assunto homofobia. Esse é um tema muito comum ultimamente, portanto a maior parte das opiniões  que ouvi não foram extraordinárias, exceto por uma, que me chocou bastante, principalmente por vir de alguém que eu gostava muito; a moça disse: “eu não sou preconceituosa, muito pelo contrário, tenho muitos amigos gays e gosto deles, porém um dia eu vi dois rapazes se beijando no ponto de ônibus e me senti agredida. Acho isso errado! Eles não deviam beijar em público.” Ela ainda completou dizendo que foi ensinada desde pequena, dentro da educação de sua familia e sua religião, que o correto era homens se relacionarem apenas com mulheres e que qualquer um que saisse deste padrão estava errado, portanto aqueles rapazes ao realizarem interações românticas entre si estavam ofendendo os principios morais dela.

  Antes de analisar este assunto, eu gostaria de comentar também sobre todas as vezes em que ouvi pessoas dizendo que era contra a homossexualidade ser retratada na televisão, sob a idéia de que é um insulto à familia e até mesmo à educação das crianças. Eu já escutei muitos pensamentos assim, de diversas pessoas diferentes!

  Primeiramente, não estou aqui para levantar uma bandeira contra a homofobia, ou criticar a crença dessas pessoas; meu objetivo é apenas esclarecer o que realmente são valores morais, ética e educação.

  Originalmente o significado de discriminação é “fazer distinção”, ou seja, diferenciar algo das demais coisas; apartir daí criou-se o conceito de exclusão social proveniente da discriminação entre as próprias pessoas de uma sociedade devido a classe, raça, sexualidade, religião, idade e nacionalidade. Voltando ao exemplo da menina que se manifestou durante a aula de psicologia, não era correto ela dizer que não estava sendo discriminatória, pois a partir do momento em que ela sugeriu que aqueles rapazes não se relacionassem em público e que fossem se beijar num lugar onde ninguém os visse, ela estava diferenciando aquele casal dos demais casais que poderiam agir daquela forma! Talvez o pensamento dela até fizesse algum sentido, mas é indubtável o fato de que qualquer casal heterossexual poderia estar fazendo exatamente aquilo sem que fosse julgado, enquanto o casal homossexual era considerado errado, ofensivo e desrepeitoso por fazer exatamente a mesma coisa – sustentar uma opinião como a daquela estudante é o mesmo que dizer que o direito que os heterossexuais possuem não é o mesmo que o homossexual possui. Se aquele realmente foi um ato desrespeitoso, depende da opinião de cada um, porém é visível que houve uma distinção entre individuos e isso se encaixa perfeitamente no significado de discriminação. 

Focando-se no argumento de que a estudante fora educada desde pequena a acreditar que relacionamentos homossexuais são anti-ético e incorreto, é necessário avaliarmos sua religião; claramente sua doutrina condenava a homossexualidade, portanto ela tinha todo o direito de não ser favorável a comportamentos gays, porém isso não tem absolutamente nada a ver com a ética. O fato de um grupo de pessoas não concordar com os dogmas e preceitos de sua religião não faz com que ele esteja sendo desrespeitoso com suas crenças! Relacionar-se afetivamente com alguém do mesmo sexo não contradiz a lei do nosso país, contradizia apenas os principios religiosos da menina, portanto, se analisarmos de forma lógica, perceberemos que não faz sentido ela sentir-se desrespeitada, pois ninguém pode colocar suas crenças particulares acima da lei ou da igualdade social – a ofensa é pessoal. Os rapazes estavam apenas vivendo como qualquer pessoa normal na cidade, se isso ia contra o que fora colocado na cabeça da moça quando criança, isso era um problema dela!

  O termo “ética” deriva do grego ethos (caráter), e pode ser definida como o conjunto de valores morais que equilibram a conduta do ser humano, de maneira que haja um bom funcionamento da sociedade. Já que a homossexualidade é um assunto polêmico e não existe nenhuma regra ou lei concreta fundamentando que ela seja anti-ética, a idéia que cada um faz sobre ela é individual, portanto não é possivel considerá-la ética ou anti-ética de uma maneira geral.

  Quanto aos argumentos de algumas pessoas sobre a homossexualidade na TV, eu só gostaria de comentar que (e esta já é a minha opinião) a desculpa de que isso influência na educação das crianças é apenas uma maneira de transformar a homofobia em algo hereditário. Vivemos numa sociedade que tem dificuldade para aceitar as diferentes orientações sexuais, porque fomos induzidos desde nossa infância a considerar as distinções sexuais como antinaturais, contraditórias e estranhas; basicamente, nossa cultura foi sendo formada assim desde seus primórdios . Mostrar a uma criança que pessoas do mesmo sexo se relacionam não é corromper a educação, mas reestruturá-la! Não fará que seu caráter seja danificado, muito pelo contrário, o mostrará que todos somos diferentes e que não devemos nos melindrar quando nos deparamos com isso: a homossexualidade só será vista de uma maneira natural quando todos começarmos a tratá-la como algo natural. Tapar os olhos das crianças para a realidade é apenas alienar uma pessoa que, mais tarde, não aceitará os outros porque foi acostumada desde cedo a ignorar aquilo que não compreende direito. Se pensarmos assim, menos pessoas ignorantes usarão testemunhos incoerentes em aulas de psicologia (por exemplo).

  E, no final disso tudo,  mesmo que você concorde com a opinião dessas pessoas que retratei, esse é um direito seu. Da mesma forma que eu acredito que nenhum homofóbico pode tentar tirar a possibilidade dos gays de serem quem são, acredito que ninguém pode tentar tirar dos homofóbicos o desgosto por orientações sexuais divergentes  a deles. A única idéia que mantenho é que ninguém pode sentir-se desrespeitado ao ter que lidar com as diferenças. Se você não consegue suportar indivíduo tal se comportando como os demais, isso é discriminação sim e não adianta discordar, pois o significado da palavra é arbitrário. Será muito mais digno da sua parte bater no peito e dizer “eu discrimino mesmo” do que continuar com essa atitude e tentar maquiar a situação apelando para argumentos subjetivos e inconsistentes. Se seus pais lhe ensinaram uma coisa quando criança, esse é um assunto particular: agora que você cresceu, lide com o mundo como ele realmente é, ao invés de tentar transformá-lo naquilo que disseram para você que era bonito durante a sua infância ou dentro da sua igreja.

Por: Gabo

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Declaração de Amor

•17 de fevereiro de 2012 • Deixe um comentário

Quando dedicamos textos românticos para quem amamos é evidente que a maior parte do que dizemos é sobre características magníficas da personalidade da pessoa, razões pelas quais nos apaixonamos por ela. Ao fazermos isso, tenho a sensação de enfatizarmos os comentários daqueles que afirmam que o motivo para o término da maioria dos relacionamentos é o fato de que permanecemos frequentemente num estágio de ingenuidade muito grande, a ponto de ignorar, conscientemente ou não, as características negativas da pessoa. É óbvio que eu jamais me deixaria levar por esta teoria o bastante para me sentir desencorajado a admirar as virtudes daquele que eu amo, porém é imprenscindível que eu evidencie em textos como este que eu tenho absoluta ciência sobre as diversas formas de enxergar uma declaração de amor. Ou seja: eu não faço parte do clube dos ingênuos ignorantes. Não é que eu seja esperto demais – eu sou pessimista demais! Portanto meu maior desafio não está em perceber o lado negro antes de levar gato por lebre; está em tirar o foco do lado negativo e tentar aproveitar a parte boa de tudo.

  Por todos esses motivos eu considero este texto como uma ótima oportunidade de me declarar, pois este é um post pessoal, ainda que até agora ele tenha ficado muito mais “filosófico” do que emocional (o que não é nenhuma surpresa!) xD

  Amor, eu só quero dizer que você é humano, e humanos não prestam! E que mesmo assim eu consigo encontrar motivos de sobra para amar você do jeito que você é. Eu penso que nunca conhecemos totalmente as pessoas ao nosso redor, mas também acredito que conhecemos o mundo o suficiente para sabermos que a pessoa mais perfeita aos nossos olhos é tão falha quanto nós mesmos. O mais belo não é encontrarmos alguém de personalidade sem falhas e a mantermos como a imagem perfeita das nossas idealizações; eu acho mais louvável nos dedicarmos a um individuo errante e o considerarmos especial pelas virtudes que ele também tem. Isso resume o que você representa para mim, e é muito mais sincero e bonito do que qualquer frase poética que pode ser dita por qualquer um.

  Portanto é importante lembrar que ainda haverá muitos conflitos devido aos nossos defeitos morais e que eu acabarei sempre tentando mudar um pouco você, mas seus pontos negativos nunca serão necessariamente motivo de decepção para mim, nem me farão duvidar de que você é a pessoa certa, pois eu sei que nós só temos o que há hoje graças a você ser o que é! Muitas coisas eventualmente mudarão ao longo do percurso, mas, apesar de eu não amar o fato de você ter defeitos, eu te amo com ou sem eles!

By. Gabo

Palavras e Ofensas

•11 de fevereiro de 2012 • Deixe um comentário

  Cadáveres são matéria morta; eventualmente todos nos tornaremos um. Sua função é apenas desaparecer sob a terra, e isso é invariável, portanto não importa de quem seja ou como foi um dia! Então por que, ainda assim, muitos de nós optam em pagar por uma belíssima sepultura muito mais cara que uma simples, quando no fim a realidade será a mesma? Porque acreditamos que a sepultura é o nosso ultimo gesto de afeto, através do qual mostraremos a dedicação e amor que gerimos por aquele ente-querido que não está mais presente em nossa vida. O mesmo pensamento pode ser visto quando recebemos o presente de alguém. Ainda que o valor monetário do objeto seja baixo, ele pode se tornar muito importante para nós, pois nos traz recordações boas da pessoa que nos deu; é por isso que, se o perdemos, a frustração é muito maior do que caso houvessemos comprado aquilo por conta própria. Isso é o que conhecemos como o valor sentimental, aquilo que é importante para nós independentemente do que as coisas realmente são, ou de como são vistas por outras pessoas; não quer dizer que não sejam reais, quer dizer que só existem em nosso mundo.

  Mesmo conhecendo a subjetividade dos nossos sentimentos, ainda existem muitos que não parecem compreender direito a definição de “ofensa”. Ninguém gosta de receber uma ofensa, e a reação mais natural mediante a ela é a revolta; mas se avaliarmos bem, ela é basicamente o mesmo que os valores sentimentais e crenças particulares que citei: subjetiva. Da mesma maneira que um objeto específico tem um valor diferente para você que para demais pessoas, determinado estimulo é considerado como ofensa para você, diferente do que é considerado pelos outros! Portanto não há lógica em dizermos que alguém nos ofendeu, quando o sentimento de ofensa fomos nós mesmos que criamos dentro de nós!

  As palavras também são frutos desse conceito. Nós criamos a idéia de que são um veículo de comunicação tão poderoso que nos sujeitamos a elas como se por si só mantivessem toda a capacidade de afetar nossas emoções, por isso esperamos e exigimos dos outros aquilo que queremos ouvir, como se as palavras fossem concretas e tivessem sentido arbitrário. Por exemplo, acreditamos que se alguém nos xinga, nos está agredindo! Mas esta é apenas mais uma crença que desenvolvemos e sujeitamos a nós mesmos: palavras, na realidade, são como pinturas emolduradas numa parede – enfeitam, comunicam e chamam atenção, mas nossa reação a elas depende única e exclusivamente de nós mesmos!

  Uma maneira mais simples de entender o meu ponto é imaginarmos uma situação em que somos presenteados por alguém. Se o presente for ruim e nos desagradar, apenas o aceitaremos se acharmos conveniente. Assim são as palavras: qualquer um tem o direito e a possibilidade de presentear-nos com as que quiserem, se nós as guardaremos no bolso é uma escolha nossa!

  Em suma, temos que parar de ver as palavras como bombas atômicas em potencial e começarmos a analisar o que realmente importa para a gente. É muito mais fácil mudar sua maneira de enxergar as coisas do que mudar o livre direito de expressão das pessoas que rodeiam você! Quando você se sentir ofendido, revolte-se contra você mesmo, pois é você quem é orgulhoso demais para permitir-se ser feliz quando não é bem visto aos olhos dos outros.

  Por: Gabo

Veneno

•31 de janeiro de 2012 • Deixe um comentário

É incrível como um analgésico, capaz de aliviar, acalmar e entorpecer, em doses maiores pode levar ao óbito; o limite entre o êxito e a ruína é definido pela maneira com a qual utilizamos os recursos necessários para obter qualquer um dos dois. Portanto, uma vez que humanos são falhos, buscar o que lhe faz bem implica os riscos de conseguir o resultado contrário ao propósito original. A melhor maneira de libertar-se deste sistema talvez seja abandonando os analgésicos: a dor vai permanecer, entretanto também haverá a garantia de que uma hora ela cessará, e você não precisará lidar com margens de erro! Por outro lado, passar uma vida sem arriscar nos levaria à estagnação e ao eterno questionamento sobre como poderia ser caso tentássemos, fazendo com que o próprio ato de evitar fracassar fosse nosso maior fracasso.
Em suma, evitar as coisas boas para ficar longe das ruins é uma forma de não sofrer; entretanto, viver sem coisas boas é um sofrimento equivalente a obter coisas ruins. Minha conclusão: fazer escolhas é igual comprar cereal no supermercado; o preço dos produtos é o mesmo, o que muda é o sabor.

Por: Gabo.

O Medo

•25 de janeiro de 2012 • Deixe um comentário

  É comum acreditar que o medo é sinal de incapacidade ou até mesmo covardia. Para muitos o ato de admitir que se sente amedrontado é visto como fraqueza e inabilidade de lidar com as emoções. Isso faz com que, algumas vezes, tentemos esconder o fato de estarmos assustados afim de demonstrar força e irredutibilidade diante dos problemas. Em algumas culturas, parecer destemido é uma forma de mostrar virilidade e autoafirmar-se. A coragem, no senso comum, define não só o potencial de alguém, como também a forma com que as outras pessoas o verão, deixando de ser uma virtude e tornando-se status social.
Dificilmente lembramos que medo é uma reação fisiológica provocada por estímulos físicos ou psíquicos, cuja finalidade é proteger-nos de ameaças. Portanto o receio, o medo e até o pavor são o veículo que utilizamos para nos preservar: sem eles não poderíamos ser prudentes e, assim, acabaríamos nos arriscando deliberadamente em ocasiões onde a cautela garantiria melhores resultados no final.
Não devemos nos sentir inferiores por sentir medo, muito menos por assumí-lo – todos o sentem! Portanto a coragem está em permitir-se a sentí-lo e não se envergonhar por mostrá-lo. Os bons guerreiros não são aqueles que enfrentam os desafios sem temer, são aqueles capazes de admitir seus medos, utilizá-los a seu favor e alcançar seu objetivo sem deixar-se imobilizar por eles.

Por: Gabo.

Zero

•20 de janeiro de 2012 • Deixe um comentário

…talvez minha maior falha esteja em não entregar o coração para nada além daquilo que amo, por mais paradoxal que isso possa parecer; não mais que apenas um indivíduo poderá possuir aquilo que pulsa dentro de mim, mas ainda assim o chão permanece cedendo sob meus pés. Portanto, me vejo obrigado a memorizar meu nome, e não ter medo de encontrar-me vagando livremente, desprendido da gravidade, dentro da minha consciência; pois os momentos em que percebo que não há consolação para minhas batalhas perdidas são os instantes em que acho em mim mesmo o amigo que conforta, através da infeliz resignação.
A vantagem de permanecer no zero absoluto é não depender do dia para agraciar-me com aquilo do que a noite me priva. Congelando, aqui, jamais poderei perder calor o bastante para sentir-me desfalcado: resistirei apenas com o necessário para respirar.
No final, não importam frases ou teorias, pois elas sempre tentam persuadir alguém sobre uma idéia, e isso é desnecessário! Não estou no que faço, afinal, – estou no que acredito! – e continuarei acreditando, mesmo que eu seja o único sobrevivente de uma pandemia.
Portanto, atualmente, me sinto o mais apaixonado que eu seria, um dia, capaz de sentir-me: sem esperar que as muralhas derretam; sem buscar nenhum tesouro além do branco eterno que conserva-se, mudo, em meu peito.
Encontrei a receita para felicidade. Possuo a fonte da juventude…

Por: Gabo.

Energia

•12 de janeiro de 2012 • Deixe um comentário

Eu sempre fui muito curioso quanto a psicologia humana. Não acho que eu me daria bem como psicólogo ou conseguiria entender melhor as pessoas caso estudasse sobre a mente delas, mas eu acho incrível como existe uma explicação lógica e científica para os detalhes nas caracteristicas que compõem cada um de nós. O que nos impulsiona a bocejarmos ao vermos os outros bocejando? Porque gostamos de sentir medo em filmes de terror? Por que razão rimos involuntariamente quando escutamos algo engraçado?

Os estímulos externos influenciam demais em como nos sentimos e agimos, mas por outro lado, nossos pensamentos e anseios influenciam em como recebemos esses estímulos que vem de fora; e apesar de sempre utilizarmos em nossas alegorias dramáticas o coração como símbolo de emoções intensas, a realidade é que, prioritariamente, elas são “fábricadas” devido à trasmição de informação entre uma parte e outra do cérebro. Portanto, todas as suas lembranças, temores e alegrias, e até mesmo a dor física, não passam de impulsos elétricos perambulando por neurônios: mecânico e vulgar, nada mais!
O mais interessante é o fato que até quem você ama é também um amontoado de circuitos, como um computador, e ainda assim é mais importante para você que outras pessoas, mesmo sendo vulgar e previsível da mesma forma.
Ainda assim, mesmo sendo tão “robóticos”, somos capazes de criar idéias originais e as artes, que são estritamente vinculadas à criatividade e às sensações individuais.
Apesar de tudo isso ser extraordinário, não é nada disso que me deixa cada vez mais curioso. O que sempre me pergunto é sobre como “impulsos elétricos” podem parecer tão reais? Como algo tão abstrato, como scripts binários na computação, se transforma em algo tão concreto que parece palpável? A maior parte do que pensamos, então, é apenas o resultado de uma reação ilusória proveniente de nossos instintos? E além de tudo isso, como ainda ousamos nos sentirmos melhores que outros seres, e até uns que os outros, se somos todos uma partícula da mesma energia, como qualquer matéria?
Estou apenas refletindo sobre a idéia de que coisas vulgares se tornam complicadas, e coisas complexas e incompreensíveis são, se analisarmos, muito prosaicas. Não há moral neste texto, nem mensagem alguma – ele é simplesmente mecânico!

Por: Gabo.